Guillermo Barros Schelotto possui opções interessantes para montar o seu sistema ofensivo na grande decisão da Libertadores, neste domingo, às 17h30 (de Brasília), contra o River Plate, em Madri. Contudo, apesar de ainda não revelar qual time começará a final do torneio continental, nenhuma delas desperta tanta atenção como Cristian Pavón.

Comprado do Talleres de Córdoba em 2014, quando tinha apenas 17 anos, o jovem do interior argentino é o jogador que mais corresponde a identidade xeneize. Pavón também é um dos jogadores mais diferenciados da equipe e talvez o atleta com maior talento e potencial para migrar ao futebol europeu.

Apesar disso, Pavón, avaliado de US$ 50 milhões (cerca de R$ 195 milhões), viveu um período de oscilação após a campanha com a camisa da seleção argentina na Copa do Mundo da Rússia. Jorge Sampaoli, então treinador da Albiceleste, considerou o jogador do Boca o mais promissor do futebol nacional à caminho do Mundial. Até que veio o jogo contra a França, a eliminação e a lembrança de 75 minutos de martírio no triângulo apertado de Lucas Hernández, Matuidi e Kanté. Depois disso, tudo mudou.

Acostumado a desfrutar de seu longo drible, confortável com as vantagens que sua velocidade lhe proporcionou na frouxidão do futebol sul-americano, Pavón descobriu, contra os franceses, a realidade do primeiro nível do futebol contemporâneo. O golpe foi devastador. Contam no corpo técnico da seleção que Pavón se converteu em uma das vítimas do desempenho destrutivo do elenco argentino. Como se a revelação o persuadisse a impedir suas limitações, em vez de explorar suas virtudes, o jogador perdeu a fé.

Em seu retorno ao futebol local após o fiasco na Rússia, perdeu seis jogos devido a problemas musculares. Pela primeira vez Cristian adquiria um histórico no quadro médico do Boca. Sua última contusão foi no primeiro tempo do jogo de ida desta final de Libertadores, na Bombonera. A multidão mais barulhenta que existe se afogou em um momento de silêncio quando o viu deitado no gramado, chorando e socando a grama quando viu que sua coxa direita não respondia.

Devido a suspensão da decisão da Libertadores, Pavón conseguiu dias suficientes para se recuperar e voltar aos gramados. Para o confronto deste domingo, será titular absoluto e poderá ser grande chave para vencer o River Plate. Guillermo não deixou de apoiá-lo, nem mesmo quando seu nível pós-Copa gerou dores de cabeça para a definição do ataque. Conforme conta o treinador xeneize, Pavón possui traços de um jogador que o faz lembrar seus tempos de atleta e, independente do momento, poderá ser vital no Bernabéu.

De 2016 à 2018, o atacante foi titular em todos os jogos do Boca Juniors no Campeonato Argentino. Nesta edição de Copa Libertadores, manteve titularidade em todas as partidas. Além disso, é o que mais participou de gols, foram três marcados e cinco assistências.



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