Sem muitas chances no São Paulo de Diego Aguirre, o lateral-direito Bruno foi emprestado para o Bahia no meio do ano. Em 18 jogos, foi titular em 17 deles. Entretanto, o vínculo do jogador com os dois clubes tricolores termina no fim de 2018 e ele já procura uma nova equipe. De férias, analisa propostas e faz um balanço da carreira, a qual pretende dar continuidade na próxima temporada.

– Sim, meu vínculo com o Bahia termina, assim como o meu contrato com o São Paulo. Estou aguardando, não há nada concreto ainda, só conversas. Vamos ver se até o fim do mês eu já consigo saber qual será o meu futuro. Estou ansioso – declarou, antes de completar:

– É ter tranquilidade para avaliar as propostas e analisar com calma, porque estou encarando 2019 como um grande desafio para voltar a ser aquele jogador que parte pra cima dos adversários. Que eu possa voltar com tudo e ter uma sequência boa.

Antes de chegar ao São Paulo, em 2015, Bruno passou por Figueirense, Juventude e Fluminense. No Rio, viveu o auge da vida profissional, em 2012, quando anotou no currículo os títulos brasileiro e carioca e ultrapassou a marca dos 100 jogos pelo Flu. O lateral classifica aquele ano como “mágico” e o treinador Abel como “um paizão, que tira o melhor dos seus comandados”.

– No Fluminense, em 2012, quando cheguei, foi um ano mágico. Ganhamos o Carioca e o Brasileiro, com um elenco de qualidade indiscutível, com o Abel de treinador, um paizão, um cara que faz você tirar o seu melhor sempre. Outro clube muito grande. Se tivesse outra oportunidade e uma proposta, é claro que avaliaria com carinho, porque fui muito feliz lá. Passei da casa dos 100 jogos no Fluminense, assim como no São Paulo, o que é muito gratificante.

Confira outros trechos da entrevista de Bruno ao LANCE!:

L!: Como avalia sua passagem pelo Bahia? O que deu certo e o que não funcionou?

Bruno: Como eu não vinha tendo chances com o Aguirre, surgiu a proposta do Bahia e optei por sair, até para jogar mais. Só pude disputar o Brasileiro e, na Copa do Brasil, cheguei a enfrentar o Palmeiras. Foram 17 partidas pelo Brasileiro e foi muito bom. O Bahia me acolheu muito bem, tanto o elenco quanto a comissão técnica. Foi uma passagem muito boa. O que não funcionou foi o fato de ter ficado muito tempo sem jogar no São Paulo e a falta de ritmo, mas peguei muito rápido, depois de uma semana e meia só treinando. Quando a chance surge, e ela às vezes não avisa, temos que ser guerreiros e ir pra cima sempre, porque a oportunidade no futebol aparece quando você menos espera.

Na sua apresentação ao Bahia você disse que tinha as portas abertas no São Paulo. Você já conversou com o clube sobre uma possibilidade de renovação? Tem vontade de voltar ao Tricolor Paulista?

Falei na apresentação que tinha as portas abertas no São Paulo porque defendi o clube por três temporadas e criei um vínculo muito forte. Atuei com o Muricy, que foi quem me levou, joguei edições da Libertadores com Balza e Osório.Tive uma sequência legal. No terceiro ano, o que me atrapalhou muito foram as lesões. É um clube gigante, onde todos sonham um dia jogar. Ficaram a amizade e a admiração. Não sabemos o dia de amanhã. Vamos ver. Mas foi bom demais ter ido para o Bahia.

Qual balanço faz da sua carreira até aqui?

Acho positivo, apesar de, no ano passado, ter me machucado, mas nada muito sério. Tive boas passagens pelos clubes que defendi, pude ajudar e, agora, é torcer para acertar minha vida. O que mais quero é voltar a mostrar o meu futebol, conquistar títulos e encarar grandes desafios. E estar sempre com a cabeça boa e preparado.

* Sob supervisão do editor Hugo Mirandela



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